Ver para crer: pesquisadores criam “Olho biônico” com impressora 3D

07 de Maio – DIA DO MÉDICO OFTALMOLOGISTA
7 de maio de 2018

As impressoras 3D já são usadas para imprimir peças inteiras de aviões e viraram o centro de uma polêmica recente nos Estados Unidos, quando um juiz proibiu a divulgação de modelos para fazer armas em casa com um desses eletrônico.

Só que um grupo de pesquisadores da Universidade de Minnesota resolveu usar o equipamento para outra coisa: eles conseguiram pela primeira vez imprimir um receptor eletrônico de luz em formato esférico. O nome é complicado, mas esse é o primeiro passo para um “olho biônico”, que pode ajudar cegos a verem e deficientes visuais a enxergarem melhor.

O estudo foi publicado pelos cientistas na revista “Advanced Material” no fim fr agosto. Nele, os pesquisadores contam como tiveram de superar o desafio de imprimir circuitos eletrônicos em uma superfície curva. Para se ter ideia da dificuldade, essas pecinhas são as que vão dentro do seu celular e fazem com que ele funcione.

Para começar, eles tiveram que construir a própria impressora 3D do zero. A máquina modificada depositou tinta de partículas de prata dentro de um molde esférico. Sobre essa camada, acrescentou polímeros semicondutores. Esse material é capaz de converter luz em eletricidade.

o “olho biônico” ainda é um protótipo. O professor de engenharia mecânica da Universidade de Minnesota, Michael McAlpine, conta que o próximo passo da pesquisa é encontrar materiais mais macios para produzir “olhos biônicos” que possam ser implantados em olhos humanos. As impressões funcionariam como uma lente de contato turbinada.

 

McAlpine diz ainda que a pressão para concluir esse trabalho vem de dentro de casa. “Minha mãe é cega de um olho e, toda vez que eu falo sobre meu trabalho, ela diz, ‘Quando é que você vai imprimir meu olho biônico?”

Ele conta com uma equipe que não é nada iniciante em refazer partes do corpo humano com impressoras 3D. Anos atras, os pesquisadores começaram criando uma orelha biônica e, de lá para cá, já até imprimiram órgãos artificiais para médicos treinarem cirurgias. Eles também desenvolveram um tecido eletrônico, que poderia servir como pele biônica.

 

Fonte: Site UOL

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